Desembargador Pedro Augusto Mendonça tomou durante assinatura do termo de posse
O juiz Pedro Augusto Mendonça de Araújo, empossado solenemente como desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na tarde da última quarta-feira (23), no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, iniciou seu discurso afirmando que “acato mais este desafio com a mesma alegria, humildade e reverência com que, no distante ano de 1976, subi a escadaria do prédio histórico do Tribunal de Justiça do Estado para me compromissar perante o presidente, à época, desta corte de justiça, e ingressar na magistratura alagoana”.
O desembargador confessou, em suas palavras, que por mais ambiciosos que fossem os seus sonhos, quando ele ainda era aluno do curso de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), jamais passou por sua mente a imagem de ver-se empossado como membro do Tribunal de Justiça de Alagoas. “Percebo, neste instante, quanto cada passo de minha jornada foi valioso para me permitir vivenciar este momento de honra e engrandecimento”, desabafou.
Pedro Augusto Mendonça de Araújo ainda se declarou como um dos que acreditam que corrupção e justiça são conceitos absolutamente incompatíveis e enfatizou que defenderá permanentemente o combate permanente à corrupção. Para o desembargador, este “é um dever de todos que prestam serviço público e, por fundadas razões, daqueles que integram o Poder Judiciário”.
Humildade e reconhecimento
Em uma atitude de humildade e reconhecimento aos demais membros da Corte estadual, o desembargador Pedro Augusto Mendonça firmou o compromisso de ser um defensor do povo alagoano. “Vossas excelências e o povo de Alagoas contarão com o meu empenho e o meu esforço permanentes . Não lhes posso, todavia, em razão das minhas poucas luzes e predicados assegurar uma atuação de brilho proporcional à grandeza desta Casa e aos altos méritos dos eminentes desembargadores. Mas, com o auxílio de Deus e com a ajuda e compreensão de Vossas Excelências, posso garantir que, para o fiel desempenho das minhas funções, não me faltarão empenho, dedicação ao trabalho e, sobretudo, a preocupação de manter o prestígio, a força, a confiança e a independência do Poder Judiciário do meu Estado”, enfatizou Mendonça.
A trajetória profissional, iniciada no ano de 1971, na comarca de Junqueiro onde atuava como adjunto de promotor, também foi mencionada durante o discurso do desembargador. Já atuando como juiz titular, Pedro Mendonça passou pelas comarcas de Paulo Jacinto, Porto de Pedras, Palmeira dos Índios, Arapiraca e Maceió. Como substituo, atuou nas comarcas de Viçosa, Maragogi, Porto Calvo e Cacimbinhas e por quatro vezes foi convocado para exercer atividade junto à Corregedoria Geral da Justiça, na condição de juiz auxiliar.
Dever cumprido
“Valeram a pena os dramas de consciência, as angústias, os labores, os desalentos, os erros e os acertos, as sentenças justas e as proferidas com temor de estar equivocado, porque durante esse tempo sempre pude contar com a compreensão e o afeto de minha família. Valeu a pena levar a bom termo as responsabilidades assumidas e os encargos da função, que sempre procurei desempenhar sem temor e sem vacilação, com determinação e com equilíbrio, discretamente, como é de meu perfil”, reconheceu o desembargador Pedro Augusto.
Finalizando seu discurso, o desembargador reverenciou seus familiares já falecidos e agradeceu aos seus filhos e netos que, segundo ele, foram os grandes incentivadores de sua carreira profissional.













