Pelo critério de antiguidade, James Magalhães substitui o desembargador Sapucaia no TJ/AL
“Chego a esta Augusta Casa da Justiça, após uma caminhada de quase 31 anos, com a convicção do dever cumprido e com a esperança e a confiança de continuar realizando, ainda mais, pelo Poder Judiciário do meu querido Estado de Alagoas”, afirmou o desembargador James Magalhães de Medeiros, durante seu discurso na solenidade de posse que aconteceu na tarde da última quarta-feira (23), no Centro Cultural e de Exposições de Maceió.
Durante todo o seu pronunciamento, o desembargador vivenciou momentos de profunda emoção, especialmente ao se recordar do seu passado, dos seus familiares já falecidos e de sua estreita relação com a religiosidade. Filho de pais humildes, James Magalhães afirmou não ser fácil conseguir galgar o último patamar da carreira que escolheu por vocação “pautando toda a minha vida familiar, social e profissional com decência e honradez, através dos ensinamentos passados pelos meus queridos pais”.
James Magalhães ainda destacou toda a sua trajetória profissional, afirmando que antes de ser magistrado atuou como repórter dos extintos Jornal de Hoje e Jornal Diário de Alagoas e da Rádio Gazeta, além de ser professor em cursos de nível fundamental e superior e servidor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Maceió e do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
Como juiz de Direito, atuou nas comarcas de Delmiro Gouveia, Traipu, 2ª Vara de Santana do Ipanema, 1ª Vara de Arapiraca e 13ª Vara Criminal/Auditoria da Justiça Militar da comarca de Maceió. Como juiz substituto, atuou nas comarcas de Piranhas, São Brás e Girau do Ponciano e da 15ª Vara Criminal de Maceió, além de ter exercido as funções de juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça e juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
“O TJ/AL não é uma montanha inatingível. Ao contrário, é uma montanha, diante das responsabilidades que lhe são impostas constitucionalmente, diante da importância da sua missão frente aos jurisdicionados, diante de contribuir para o desenvolvimento do nosso Estado, acabando com as iniquidades e proporcionando o acesso fácil à justiça”, destacou o desembargador.
Objetivos e desafios
Para James Magalhães, seu objetivo principal, seu norte, será fazer justiça, distribuir justiça, não importando os obstáculos e os desafios que se atravessarem em seu caminho. “Sou magistrado por vocação. Sou magistrado por amor. Sou magistrado até o mais íntimo da minha alma. Uma grande missão, um grande desafio me está sendo entregue no dia de hoje: ajudar a mudar Alagoas e o Brasil. E o farei com denodo, com dedicação, com altivez, com princípios retos, juntamente com todos os magistrados alagoanos, que sonham com mudanças”, desabafou.
O magistrado, ainda segundo o desembargador James Magalhães, precisa responder com veemência, mas dentro da legalidade, toda e qualquer pretensão de interferência externa no desempenho da atividade jurisdicional, sob pena de não só comprometer o Estado de Direito, mas em ver acuado e violentamente acorrentado o Poder Judiciário.
“Minha opinião pessoal é que as nossas dificuldades são estruturais e de mentalidade, e que somente desenvolvendo cada vez mais a cultura de conciliação e do cultivo da honestidade, é que poderemos sonhar com um Judiciário mais direcionado para o bem comum, com um menor número de processos e sem chicanas”, explicou Magalhães.
O desembargador concluiu seu pronunciamento parafraseando o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, afirmando que “o que somos é um presente que a vida nos dá. O que seremos, é um presente que daremos à vida”.













